Dia desses em um comentário aqui no blog, me perguntaram se eu não me importo de ser tão magra. Antes de começar a história quero deixar claro que não achei isso uma ofensa, mas fiquei aqui pensando o quanto as pessoas se cobram para ter um corpo considerado ok pela sociedade e por conta disso achei que seria uma ótima oportunidade de contar uma história minha pra vocês. :)
Sempre fui muito magra, desde pequena, já fui zuada o suficiente quando era menor por isso, principalmente porque constumava ser uma das mais altas da turma e isso se transformava em um combo. Vocês sabem como são crianças, né? A coisa piorou na adolescência, quando eu via todas as meninas criando bunda e peitos e eu lá… magrela, do mesmo jeito. Fora quando as espinhas começaram a aparecer no meu rosto, nossa… aí eu queria morrer.
Passei muito tempo da minha vida sem nem ao menos conseguir colocar short ou saia, porque né? Eu não tenho pernas de academia, nem sou o tipo de mulher que chamam de gostosona por aí e junte a isso o fato de eu ser mais branca que o leite.
Pronto, era o que bastava pra eu só querer andar pra cima e pra baixo de calça comprida já que eu tinha vergonha de ter pernas muito finas e muito brancas.
As coisas começaram a melhorar um pouco lá pelos meus 15 anos, quando fui em uma ginecologista e ela diagnosticou que meu problema de espinhas era hormonal. Comecei a tomar o remédio receitado e em menos de 2 meses meu problema de acne estava controlado. A partir daí comecei a ficar um pouco mais confiante e me sentir mais “normal”, mas ok…. minha magreza continuava ali.
Perdi a conta de quantas vezes eu pedi pra minha mãe me levar ao médico pra eu engordar, mas nada adiantava. E eu só queria usar blusas mais largas que pudessem disfaçar o quão magra eu era.
Veja bem, eu tinha 15 anos e pesava no máximo uns 46 kg, tudo isso em 1.68 de altura.
Eu não sei dizer ao certo pra vocês quando foi que eu consegui me libertar de todas essas “correntes” que eu tinha colocado ao meu redor. Mas sei que foi aos poucos, quando eu comecei a sair mais com as amigas, quando arrumei o primeiro namoradinho mais sério e por aí foi… cada passo foi dado lentamente e hoje vejo algumas fotos antigas e dou até risada do jeito que eu me vestia, das blusas com tamanhos maiores e assim por diante.
E eu não tenho vergonha de dizer pra vocês, fui complexada por muito tempo mesmo, mas hoje eu sou completamente livre disso.
Tenho 22 anos, 1.73 de altura, 53 quilos e continuo branca do mesmo jeito hahahahaha.
A diferença é que agora eu me visto como me dá vontade, coloco short, saia, vestido, legging e saio por aí feliz da vida. E sabe por que? Porque aprendi a ser feliz do jeito que eu sou e percebi que se privar de usar isso ou aquilo só faz mal pra gente mesmo. Aprendi a gostar de mim, de verdade, não da boca pra fora.
Claro que eu não vou ser hipócrita de falar que eu acho meu corpo perfeito, porque não é. Se eu pudesse ter mais bunda, teria mais bunda. Queria ter mais peito? Queria. Mas e aí? Eu tenho preguiça de ir pra academia (um dia eu tomo coragem), e prefiro sentar na frente da tv pra comer brigadeiro ao invés de ficar me cobrando no espelho por algo que eu acho que deveria ser diferente.
Aliás, eu queria mesmo era que meu pé fosse mais bonitinho, tem como? hahahahaaha
E se eu consegui qualquer um consegue! Isso vale pra quem se acha muito magra, muito baixinha, com uns quilinhos a mais e assim por diante… quando a gente começa a se aceitar, o mundo passa a fazer isso também. Esse é o segredo, porque a gente transmite pro mundo o que tá sentindo e se você estiver se sentindo linda, o mundo inteiro vai saber disso!
Liberte-se! :)






















